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quarta-feira, abril 13, 2011

IMAGEM ESPETACULAR !!!!!

Arco-íris noturno em Richmond, Inglaterra.

Um arco-íris geralmente se forma quando a luz do Sol é refletida pelos pingos de chuva. Neste caso, a luz que ajudou a dar vida ao fenômeno óptico veio da Lua, refletindo o Sol.
Para a formação do arco-íris noturno é necessária a combinação de céu bastante escuro, Lua a menos de 42 graus em relação ao horizonte e chuva caindo em frente ao satélite natural da Terra.


Fonte: O Globo

quarta-feira, abril 06, 2011

IMAGEM ESPETACULAR !!!!!

Por causa da alta das águas no Paquistão, milhões de aranhas procuraram locais mais altos como abrigo.

As enchentes que atingiram algumas áreas do Paquistão no ano passado acabaram gerando um efeito inesperado: um espetáculo de teias de aranha em árvores. Por causa da alta das águas, milhões de aranhas procuraram locais mais altos como abrigo.
Devido à escala das enchentes e ao fato de que o nível da água levou muitos meses para baixar, diversas árvores ficaram completamente envoltas em teias de aranha.
A população desta parte da província de Sindh nunca havia visto este fenômeno antes, segundo relatos feitos ao Departamento para o Desenvolvimento Internacional do governo britânico.
Os moradores das regiões atingidas também afirmam que há menos mosquitos que o esperado.
Acredita-se que os mosquitos tenham ficado presos nas teias, reduzindo o risco de malária, algo que seria positivo para a população local, que enfrentou tantas dificuldades após as enchentes.

Fonte: Terra

terça-feira, março 15, 2011

Entenda o quê são Tsunamis

Entenda o quê são Tsunamis

"Grandes marés de terremoto": este é o significado da palavra "tsunamis" em japonês.
São ondas enormes, com mais de 30 metros de altura, causadas por perturbações nas profundezas do mar, como abalos sísmicos (maremotos), erupções vulcânicas ou até mesmo deslizamentos no fundo oceânico. Os tremores provocados por fenômenos geológicos como esses fazem com que uma série de ondulações se propague por grandes distâncias na superfície do oceano.
Essas ondas são inicialmente bastante longas e baixas, não mais que 0,3 a 0,6 metros. A tripulação de um barco que passar sobre elas é capaz de nem percebê-las – e sua energia pode diminuir até desaparecer, ao percorrerem milhares de quilômetros. O problema ocorre quando elas se aproximam da costa, onde a profundidade diminui e surge atrito com o fundo do oceano. O resultado é que passam a ser comprimidas por um espaço cada vez menor, o que as obriga a subir.
Aí então, as tsunamis formam uma coluna, sugando o mar da costa a ponto de deixar parte do chão do oceano descoberto. Esse é o último aviso. Minutos depois, elas aparecem.
Em 1703, na ilha japonesa de Awa, matou mais de 100.000 pessoas.
Para se ter uma idéia, em 2004, uma das piores marés do gênero, transcorrido no Oceano Índico, atingindo desde a Indonésia a Madagascar, deixou mais de 230 mil vítimas fatais.


Causas

A energia de um tsunami é função de sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta à medida que a sua velocidade diminui.Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de 30 metros de altura, causando grande destruição.
Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo (movimento no interior da Terra), um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro.Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. Os sismos tectônicos são um tipo particular de sismo que origina uma deformação da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio.As ondas são o resultado da ação da gravidade sobre a perturbação da massa de água.
Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas. Por exemplo, à volta do Oceano Pacífico existem vários locais onde placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais menos densas, num processo que se designa por subducção.
Estas zonas originam facilmente tsunamis.


Características

Os Tsunamis têm um comportamento muito diferente das típicas ondas de surf; propaga-se a altas velocidades e podem percorrer distâncias transoceânicas sem grande perda de energia.Uma tsunami pode causar estragos a milhares de quilómetros de distância da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua criação e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda sísmica que a originou.
Tipicamente, cerca de dez minutos antes de um tsunami, o mar recua da costa, expondo parte do leito marinho. Se a inclinação for rasa, este recuo pode exceder 800 m.As pessoas inconscientes do perigo podem permanecer na costa, devido à curiosidade, mas este pode ser um sinal de advertência da vinda de um tsunami. Pode haver diversas ondas, com intervalos entre dois e quarenta e cinco minutos.
Estas características ocorrem porque as tsunamis possuem períodos extremamente longos e também grandes comprimentos de onda. Enquanto que as típicas ondas provocadas pelo vento, que podemos observar numa praia onde se pratica surf - geradas, por exemplo, por uma tempestade longínqua - sucede de forma ritmada com um período de 10 segundos e comprimento de onda de 150 metros, as tsunamis podem ter períodos da ordem de uma hora ou mais, e comprimentos de onda que podem exceder os 100 km.Uma onda tem tendência a esbater-se em ondas de água rasa quando a relação entre a profundidade da água e o seu comprimento de onda se torna muito pequena (isto é, quando a profundidade é bastante menor que o comprimento de onda). Como as tsunamis têm um grande comprimento de onda, vão-se comportar como ondas de água rasa mesmo no mar alto. As ondas de água rasa movem-se a uma velocidade que pode ser calculada pela raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade (9.8 m/s^2) pela profundidade da água. Por exemplo, no Oceano Pacífico, onde a profundidade da água ronda os 4000 m, um tsunami viajará a 200 m/s (cerca de 712 km/hora) com uma perda mínima de energia, mesmo em grandes distâncias. Com uma profundidade de 40 metros, a velocidade poderá atingir os 20 m/s (cerca de 71 km/hora), o que é, efetivamente, muito maislento, ainda assim, suficientemente rápido para se fugir a tempo.No mar alto as ondas dos tsunami não são praticamente detectáveis: a sua altura não excede alguns metros e é muitas vezes inferior a 1 metro. Viajam a velocidades de avião a jacto pelo oceano e descem depois para velocidades de auto-estrada ao aproximarem-se da costa. E é só quando se aproximam da costa que elas crescem a alturas terrificantes - geralmente de 5 a 20 metros. (No tsunami mais destruidor que se conhece, que foi gerado pela explosão vulcânica do Krakatoa, em 1883, e viajou através do Pacífico a cerca de 500 Km/h, as ondas chegaram a ter 40 metros de altura!).


Tipos de tsunami

Há dois tipos de tsunami:

•tsunamis distantes
•tsunamis locais

Essa diferenciação é feita com base no tempo que o tsunami leva para deixar o ponto do abalo original e atingir a terra.

- Um tsunami distante se afasta mais de 1000 km da área de origem antes de atingir a terra. Os tsunamis distantes têm maior probabilidade de ocorrer no Oceano Pacífico e são capazes de viajar através de todo o oceano em menos de um dia. Como os tsunamis distantes fazem tais jornadas com uma velocidade relativamente constante, os especialistas podem prever sua chegada com um bom grau de exatidão. Isto facilita o trabalho de alerta e evacuação de cidades.

- Um tsunami local se desloca rumo às terras costeiras próximas a menos de 100 km da origem. Os tsunamis locais são geralmente o resultado de deslizamentos submarinos e ocorrem tipicamente em um porto ou baía. Os tsunamis locais são particularmente perigosos, pois podem atingir a terra em poucos minutos. Esse tipo de "ataque traiçoeiro" torna difícil alertar o público sobre a sua aproximação.


Tsunamis famosos

•26 de dezembro de 2004: um enorme terremoto na costa de Sumatra gera ondas de tsunami que destroem a faixa costeira de dez países, matando mais de 220 mil pessoas.

•17 de julho de 1998: um tsunami arrasa a costa norte de Papua-Nova Guiné, matando 2 mil pessoas.

•16 de agosto de 1976: um tsunami atinge a região do Golfo de Moro, Filipinas, matando 5 mil pessoas.

•28 de março de 1964: o terremoto da Sexta-Feira da Paixão, no Alasca, cria um tsunami que envolve a linha costeira. O mesmo tsunami atinge também o Oregon e a Califórnia. No total, 132 pessoas morreram.

•22 de maio de 1960: um tsunami com 10,6 m atinge Chile, Havaí, Filipinas, Okinawa e Japão. Mais de mil pessoas morrem.

•1º de abril de 1946: um terremoto no Alasca gera um tsunami que destrói o Farol de North Cape e horas depois atinge Hilo, no Havaí. No total, 164 pessoas são mortas.

•31 de janeiro de 1906: um terremoto em alto-mar cria um tsunami que engole parte de Tumaco, Colômbia. A contagem de vítimas é estimada entre 500 e 1.500 pessoas.

•17 de dezembro de 1896: um tsunami arrasa a avenida principal de Santa Bárbara, Califórnia. Nenhuma fatalidade foi registrada.

•15 de junho de 1896: o tsunami de 21 m de altura, Sanriku, arrasa o Japão, matando 26 mil pessoas.

•27 de agosto de 1883: a erupção do vulcão Cracatoa cria um tsunami que varre as ilhas vizinhas de Java e Sumatra, matando 36 mil pessoas.

•1º de novembro de 1755: o Grande Terremoto de Lisboa cria um tsunami de 6 m de altura que destrói o litoral de Portugal, Espanha e Marrocos.


Imagens impressionantes dos estragos causados pelo tsunami no Japão


Fontes: Portal São Francisco / UOL / Terra

quarta-feira, março 09, 2011

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O Rio Negro, tingido pelo tanino, marmoriza a areia do parque nacional.

O Rio Negro é um afluente do Rio Parnaíba que nasce na Lagoa de Boa esperança e desemboca no Oceano Atlântico, depois de cruzar todo o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
Suas águas são escuras porque são tingidas por ácidos liberados nos processos de decomposição de sedimentos orgânicos - que é o que não falta na floresta.
A coloração de café escura, resulta da lixiviação de taninos (polifenóis de origem vegetal) das decadentes folhas de vegetação adjacente.
Ao longo de seus 1 700 quilômetros, o Negro recebe naturalmente uma grande quantidade de restos de folhas, arbustos e troncos. No leito do rio, esses sedimentos são dissolvidos e decompostos. Nesse processo, ocorre a liberação de ácidos que dão à água aquela cor de chá. Outro fator importante é a idade avançada do terreno na região. O Negro corre em uma área rochosa, de formação geológica muito antiga. Por isso, sua passagem não provoca a erosão das margens - como ocorre com outro grande rio amazônico, o Solimões - impedindo que assuma cor barrenta. No encontro entre esses dois rios, que se juntam para formar o Amazonas, o contraste fica evidente: ao longo de 6 quilômetros, as águas escuras do Negro correm ao lado do caudal marrom do Solimões.
Os volumes demoram a se misturar porque há diferenças de temperatura e de velocidade nas correntezas dos rios. Enquanto as águas do Negro marcam 22ºC e correm mansas, a 2 km/h, o Solimões avança de 4 a 6 km/h com uma temperatura de 28ºC. Depois da confluência, o Amazonas passa a ter águas barrentas como as do Solimões - que leva a melhor no encontro porque tem maior volume d’água.


Fontes: National Geographic / Wikipédia / Abril