terça-feira, outubro 28, 2008

PÉROLAS MUSICAIS DO PASSADO

Camel - Moonmadness (1976)

O Camel foi formado em 1971 quando os ex-membros do The Brew, Andrew Latimer (guitarra), Andy Ward (bateria) e Doug Ferguson (baixo) recrutaram Peter Bardens (teclado).
Após uma apresentação inicial para cumprir um acordo com o nome On, mudaram seu nome para Camel e realizaram em 4 de dezembro sua primeira apresentação no Waltham Forest Technical College em Londres.
Em agosto de 1972 a banda assinou com a MCA Records e seu álbum de estréia Camel foi lançado seis meses após.
O quarto álbum Moonmadness foi lançado em 1976, continuando o sucesso dos anteriores, mas foi o último com a então atual formação da banda.
Moonmadness marca o fim da era clássica do Camel, sendo o último álbum com o baixista Doug Ferguson, que mesmo aparentemente um tanto "substituivel" caracterizava muito a sonoridade do grupo. E se é pra fechar esta grande fase, que seja com chave de ouro. Moonmadness é sensacional, está tudo aqui, a passional guitarra de Latimer ("Chord Change"), os impagáveis solos de Bardens ("Song Within a Song" e "Lunar Sea") e a gentil flauta também de Latimer ("Air Born"). A banda aqui acabou utilizando mais sintetizadores atingindo um som mais espacial e menos rock 'n roll. Os vocais também são em maior quantidade.
A sinergia e integração dos quatro músicos neste trabalho são simplesmente perfeitas. Andrew Latimer é indiscutivelmente um dos melhores guitarristas que já surgiram dentro do gênero rock progressivo, além de ser também um brilhante flautista. É realmente incrível o quanto ele consegue transmitir de emoção num solo de guitarra ou num toque de flauta. Os outros músicos são todos de altíssimo nível também e têm participações igualmente importantes ao longo de todo este trabalho. A dupla Doug Ferguson (baixo) e Andy Ward (bateria) cuidam da seção rítmica com toda a competência que lhes é peculiar.
Este é um álbum conceitual, cada música reflete a personalidade de um integrante, 'Chord Change' é Peter Bardens, com um solo de guitarra de Latimer muito emocional, as vezes fazendo lembrar a fase Wish You Were Here do Pink Floyd. 'Air Born' é Andy Latimer, e a beleza dessa música é extraordinária, seja na flauta do começo, nos vocais e na banda em geral. 'Lunar Sea' é Andy Ward, sendo outra ótima música onde destaca-se os teclados espaciais de Bardens, numa autêntica viagem cósmica de mais de 9 minutos. 'Another Night' é Doug Ferguson, sendo a música que mais alcançou a mídia, mas ainda assim ótima.
O tecladista Peter Bardens indiscutivelmente é o maior destaque entre os músicos que participaram do álbum, pois além de ter sido um forte compositor para o Camel, fazia um duo vital para a grande parte das composições junto com o guitarrista Andrew Latimer.
A saída de Bardens ocorreu precisamente na metade do ano de 1978 e no dia 23 de Janeiro de 2002, viria infelizmente a falecer.
Mel Collins (saxofone) reuniu-se com a banda para a turnê seguinte, começando um relacionamento de oito anos com o grupo. Ward estava direcionado para um som mais jazz, o que levou à saída de Ferguson da banda no início de 1977.Sem dúvida, um dos 3 melhores discos de rock progressivo da história. O conjunto instrumento-voz é perfeito. Mesmo se tratando de uma banda que poucos privilegiados conhecem, se trata também de uma das melhores bandas de progressivo de todos os tempos, equiparando-se com monstros sagrados como Pink Floyd e Genesis.
Em resumo, Moonmadness é uma obra de arte incomparável e atemporal.

Faixas

1- "Aristillus" (Latimer) – 1:56
2- "Song Within a Song" (Bardens, Latimer) – 7:14
3- "Chord Change" (Bardens, Latimer) – 6:44
4- "Spirit of the Water" (Bardens) – 2:07
5- "Another Night" (Bardens, Ferguson, Latimer, Ward) – 6:57
6- "Air Born" (Bardens, Latimer) – 5:01
7- "Lunar Sea" (Bardens, Latimer) – 9:10

Bonus Tracks (2002)

8- "Another Night" (Single Version) – 3:22
9- "Spirit of the Water" (Demo) – 2:13
10- "Song Within a Song" (Recorded Live at Hammersmith Odeon) – 7:11
11- "Lunar Sea" (Recorded Live at Hammersmith Odeon) – 9:51
12- "Preparation / Dunkirk" (Recorded Live at Hammersmith Odeon) – 9:32

(Selecione a música, clique e aguarde carregar)
Ricardo M. Freire

Você sabia?

Você sabia que o tubarão branco possui centenas de sensores elétricos dispostos na parte frontal do corpo, com os quais capta até as batidas cardíacas de um outro animal à distância?

De todos os animais do planeta, o tubarão branco é o maior predador dos oceanos, com um peso de quase 2 toneladas e até oito metros de comprimento. Sua dimensão é equivalente à da orca.
O tubarão branco é muito individualista e instável, mudando de comportamento a toda hora. Uma das armas mais poderosas são centenas de sensores elétricos dispostos na parte frontal do corpo, com os quais capta até as batidas cardíacas de um outro animal à distância.Então pelo ritmo das pulsações, ele avalia se a vítima potencial está assustada ou tensa, situação em que pode ser dominada mais facilmente. O seu bote é uma cena única. O Tubarão Branco é capaz de projetar a boca para fora da face, aumentando o tamanho da mordida para perto de um metro e meio, quase o suficiente para engolir um homem em pé.
Ao contrário do que mostra o filme Tubarão, o tubarão branco não caça gente para comer. Ele gosta mesmo é de gordura, que é abundante nas focas, leões e elefantes marinhos e escassa nos seres humanos.É possível que o tubarão branco, muitas vezes, se engane ao ver surfistas deitados na prancha, remando com as mãos. Vistos do leito do mar, por onde o caçador avança, eles ficam parecidos com leões marinhos. Mas, no Brasil não é o tubarão branco que está atacando os surfistas. Ele também é muito curioso, e às vezes morde para satisfazer a curiosidade. Como não tem mãos, apalpa com os dentes.
O alimento dos tubarões brancos são as focas, leões e elefantes marinhos.A ciência ainda sabe muito pouco sobre esse formidável organismo, tão bem adaptado que quase não se alterou nos últimos 60 milhões de anos. Os pesquisadores ficam especialmente impressionados com o seu sexto sentido, a chamada eletrorrecepção, por meio da qual detecta minúsculos campos elétricos gerados pelo organismo dos outros animais. Eles podem sentir um campo elétrico até 20.000 vezes menores que 1 volt, equivalente ao da batida do coração de um peixe. Outro orgão sensorial muito importante é o olfato, capaz de perceber uma gota de sangue numa piscina.O tubarão branco é um peixe de águas tropicais, pois gosta do frio. Os cientistas têm verificado nos últimos anos que ele circula principalmente em regiões próximas das correntes frias e temperadas do planeta. A partir daí, nada para as áreas de procriação das focas e leões marinhos, que se situam em águas rasas, perto das praias de clima temperado e semitropical. São os campos de caça do tubarão branco.
O resto do oceano continua sendo uma incógnita. Ninguém sabe por exemplo, onde o tubarão branco se acasala e quais são os seus hábitos de procriação.Uma questão curiosa a esse respeito, é a ausência do bicho nas águas ao sul do Brasil e na Patagônia, onde existem correntes frias e grandes concentrações de focas e leões marinhos. Talvez seja por respeito a outro grande predador, a baleia orca, muito comum na região da Patagônia. Se ficar confirmado essa hipótese, significa que os dois gigantes fazem uma divisão de território, pois dividem o mesmo alimento.
Apesar de seu tamanho, força e ferocidade, o tubarão branco está ameaçado.No ano passado, uma das mais importantes organizações ambientalistasdo mundo, colocou o tubarão branco no livro vermelho de espécies em risco de extinção.
Esta medida foi tomada por 3 motivos:

1 - O tubarão branco é naturalmente raro, gerando apenas um ou dois filhotes por vez;
2 - Tem uma das mais baixas taxas de procriação entre os peixes;
3 - É perseguido tanto por aqueles que se orgulham de enfrentar um animal perigoso, com por aqueles que o temem.

A despeito de toda a sua ferocidade, o tubarão branco precisa ser protegido, como ele é o principal predador dos oceanos, ele acaba sendo o ápice da cadeia alimentar, influenciando todos os níveis inferiores. Antes de mais nada, controla a população de focas e leões marinhos, suas presas favoritas. Se ele desaparecer, as populações desses animais tendem a crescer e a consumir mais peixes. Logo, o número de peixes tende a cair. A reação em cadeia, pelo menos em princípio, pode chegar às algas do plâncton, minúsculos organismos que, em quantidade imensa, produzem a maior parte do oxigênio da atmosfera. Os desequilíbrios decorrentes daí são imprevisíveis. Sem o tubarão branco, os oceanos estarão doentes.
Fonte: USP

segunda-feira, outubro 27, 2008

IMAGEM ESPETACULAR !!!!!

Objeto de Hoag é uma galáxia descoberta em 1950 pelo astrônomo Art Hoag.

Hoag julgou que a estrutura anelar deste objeto se assemelhava a uma nebulosa planetária, os restos brilhantes de uma estrela como o nosso Sol. Mas essa hipótese foi por ele descartada rapidamente, tendo sugerido que este objeto misterioso deveria de ser uma galáxia. Conhecida hoje por Objeto de Hoag, veio a confirmar-se, na década de 70, que se tratava, de fato, de uma galáxia.
Situando-se a 600 milhões de anos-luz de distância na constelação da Serpente, esta galáxia tem cerca de 120 000 anos-luz de diâmetro, sendo ligeiramente maior que a Via Láctea. O anel azul é constituído por estrelas jovens de elevada massa, e contrasta com o núcleo central de estrelas velhas e vermelhas.
As galáxias com forma anelar podem se formar a partir de diversos processos. Uma possibilidade é através da colisão com outra galáxia. No entanto, no caso do Objeto de Hoag não há sinais de uma segunda galáxia, pelo que a explicação para a sua forma peculiar é ainda desconhecida.


Fonte: Wikipédia

CLIP DO DIA

A história do BLIND MELON começou em 1989, quando o seu líder e vocalista Shannon Hoon deixa sua cidade natal, Lafayette - estado de Indiana - em direção a Los Angeles, onde encontra os outros membros do grupo.
Já em 1991 o Blind Melon assina um contrato de $500.000 com a Capitol Records e começa a gravar seu primeiro disco, que tinha como título o nome da banda e viria a ser lançado em setembro de 1992.
Ainda em 1991, o amigo e conterrâneo de Shannon Axl Rose, o convida para fazer participações especiais em algumas canções do álbum "Use Your Illusion" do Guns N' Roses, dentre as quais "November Rain" e "Don't Cry". Nesta última Shannon dividiu os vocais com Axl e também participou do videoclipe, fato que mais tarde contribuiria para a divulgação do próprio Blind Melon, já que o videoclipe foi exaustivamente exibido no mundo todo e muita gente quis saber quem era o vocalista que cantava ao lado de Axl.
Porém o sucesso veio mesmo em 1993 com o lançamento do single e do videoclipe de "No Rain". Como um foguete, a música atingiu o 3º lugar na Billboard e o disco atingiu a incrível marca de 2 milhões em poucos meses. É difícil encontrar alguém que nunca o tenha visto o videoclipe da canção. O "clipe da abelhinha", como até hoje é conhecido, foi um dos mais executados daquele ano, e na MTV Brasil foi o videoclipe que mais vezes atingiu o 1º lugar das paradas em 1993, dividindo o mérito apenas com Madonna.
Em 1994 a banda foi indicada ao Grammy nas categorias Melhor Artista Novo e Melhor Banda de Rock, mas não levou nenhum dos dois prêmios. No mesmo ano eles ainda tocaram no Woodstock '94.
Em 1995 a história da banda começa a mudar: em agosto foi lançado o segundo álbum do Blind Melon, "Soup", no entanto a banda mal teve tempo de divulgar o novo trabalho já que em 21 de Outubro Shannon é encontrado morto no ônibus da banda, em Nova Orleans, vítima de overdose de cocaína. O vocalista, que já tinha sérios problemas com drogas desde os 17 anos, morreu aos 28 anos deixando uma filha de apenas 3 meses.
Após muitos anos, e diversos projetos paralelos, os integrantes originais da banda juntaram-se à Travis Warren (da banda Rain Fur Rent) em Setembro de 2006 que substituíra Shannon Hoon como vocalista. A reunificação da banda resultou no álbum "For My Friends", lançado em 22 de Abril de 2008 pela Adrenaline Music, com 13 canções novas.

"No Rain" - Blind Melon

Os poderes da cebola

Os poderes da cebola

A cebola é uma boa aliada para melhorar o funcionamento do intestino, fígado, pâncreas e vesícula. E mais, promove o bom funcionamento do aparelho circulatório e renal e reduz o risco de aparecimento do câncer de estômago.
A cebola possui a presença de substâncias como a quercitina, um agente antioxidante. Daí a sua ação em auxiliar na redução do colesterol e o aumento do colesterol HDL (bom colesterol). Participa, também, na redução da pressão arterial e evita a formação coágulos sangüíneos.
Outra substância encontrada na cebola é a olerícola. Trata-se de uma substância que impede a formação de plaquetas no sangue, evitando assim os entupimentos das artérias.
É indicada para abrir o apetite, regulariza enfermidades do estômago, é ótima contra prisão-de-ventre, inchaços de qualquer natureza, problemas de pele, garganta, ossos (reumatismo), intestino e,é ainda, diurética.
É sempre bom lembrar que tudo em excesso não é bom. O consumo exagerado de cebola pode aumentar a formação de gases e causar desconforto gastrintestinais, principalmente se ela for consumida crua. Depois de cozida ou escaldada as suas propriedades fermentativas reduzem e elas já ficam mais suaves.
Por outro lado o consumo da cebola crua, em quantidades adequadas, melhora o equilíbrio da flora intestinal e reduz o risco do aparecimento do câncer do colo retal.
Cada 100 gramas de cebola contém:

- Vitamina B2 (Riboflavina): 45 mcg
- Vitamina B5 (Niacina): 0,15 mg
- Vitamina C (Ácido ascórbico): 10 mg
- Potássio: 180 mg
- Fósforo: 45 mg
- Cálcio: 35 mg
- Sódio: 16 mg
- Silício: 8 mg
- Magnésio: 4 mg
- Ferro: 0,5 mg


Evite a irritação nos olhos ao descascar cebola

Para evitar irritação nos olhos quando se corta uma cebola, basta colocar na ponta da faca um pedaço de pão (ele absorve boa parcela do cheiro e dos gases soltos), ou então, coloque a cebola na geladeira por uns 10 minutos, ou ainda, molhe-a em água fervente.
Recomenda-se também, descascar a cebola debaixo de água corrente, ou mesmo debaixo de água, embora esta medida seja pouco prática ou ecológica. Molhar as mãos e a cebola antes de a cortar vai reduzir o efeito do gás, porquanto algum do gás vai reagir com a água das mãos ou da cebola (e não com a humidade dos seus olhos). O cheiro das mãos poderá ser eliminado com limão ou lavando-as em água corrente por alguns instantes sem esfregar uma na outra. Também ajuda respirar profundamente pela boca, uma vez que grande parte do gás será inalado e menos ficará disponível para reagir com os olhos. Uma faca bem afiada danifica menos células da cebola, libertando-se menos gás — logo menos irritação. Cebolas frias tiradas do frigorífico provocarão menos irritação uma vez que as baixas temperaturas inibem a difusão das enzimas e do gás. Outras pessoas preferem arrefecer a faca por 2 minutos no frigorífico antes de cortar as cebolas para diminuir as lágrimas. Cada espécie de cebola vai liberar uma quantidade diferente de gás, portanto a irritação será diferente.Apesar de todas estas dicas, é sempre bom aproveitar e deixar as lágrimas escorrerem ao se descascar uma cebola, pois isso ajuda a limpar os canais lacrimais.


Fontes: Segs / Wikipédia / IG

Os cães possuem sexto sentido?


Os cães possuem sexto sentido?

Segundo o autor do livro “Comportamento do cão”, Desmond Morris, não há nada de sobrenatural nas sensibilidades caninas.
Todas podem ser explicadas por mecanismos biológicos. Por exemplo, os cães podem encontrar o caminho de casa, mesmo estando muito longe e em terrenos que não lhes são familiares. Esta é uma qualidade partilhada com os gatos e com outras espécies animais. Parece ser baseada na apreciação de sutis diferenças e mudanças no campo magnético da Terra. Esta capacidade pode ser anulada pela presença de ímãs potentes, o que permite ao autor afirmar que não se trata de uma fantasia.
Os cães também são capazes de pressentir tremores de terra e tempestades. Quando uma tempestade está iminente, começam a ficar intensamente alarmados, ofegando e correndo por toda a casa, começam a ganir e a tremer. A sua aflição aumenta com os trovões, mas isto também se observa algum tempo antes da trovoada estar para começar. Esta sensibilidade é um reflexo às alterações da pressão atmosférica e, possivelmente, também às alterações do nível da eletricidade estática.
Nos dias de hoje poderá parecer um comportamento sem significado mas, nos ancestrais selvagens do cão, teria muito sentido que estes ficassem horrorizados por estes sinais climáticos. Os lobos preocupam-se na escolha das suas covas e cavernas, as quais são construídas em encostas onde possa haver o mínimo de enxurradas, pois mesmo um fraco aguaceiro pode ser fatal para os pequenos lobinhos. É possível que os cães domésticos, quando correm pela casa quando os trovões começam, estejam exteriorizando o comportamento dos lobinhos em resposta ao perigo das inundações.
E quanto aos donos que afirmam que os seus cães "viram um fantasma"? Quem tenha experimentado um momento em que seu cão olha para o “nada” rosnando e latindo insiste em dizer que o cão “viu um fantasma”.
Provavelmente, o que aconteceu foi o cão ter detectado um sinal de cheiro particularmente forte, não de outro cão, mas de outra espécie animal. A estranheza de tal cheiro e o seu poder, no sensível nariz do cão, é o suficiente para provocar tão potente reação.
Uma das mais espantosas afirmações relacionadas com o sexto sentido dos cães, foi produzida por cientistas, que reportaram a descoberta de detectores de infra-vermelhos no nariz dos cães. Isto pode explicar certas capacidades até aqui consideradas “sobrenaturais” em algumas raças. Os cães São Bernardo, por exemplo, são conhecidos por serem capazes de indicar se um alpinista enterrado por uma avalancha está vivo ou morto, simplesmente cheirando a neve. Se, efetivamente, o nariz dos cães possui tais detectores de calor, então tal situação deixaria de ser extravagante. Além disso, se sabe que certas espécies de cobras possuem “receptores” de calor, permitindo-lhes detectar a presença de pequenas presas de sangue quente. O fato de tal proeza da cobra existir no reino animal reforça a possibilidade de o mesmo acontecer com os cães, o que explicaria aquilo que denominamos “sexto sentido” nos nossos cães.
Antigamente existia uma superstição que dizia que o choro anormal dos cães era um aviso de morte iminente e a premonição de uma desgraça. Acreditava-se que o cão possuía poderes sobrenaturais, que lhe permitiam prever o futuro, especialmente quando se aproximava alguma calamidade. Dessa forma o cão nunca era culpado pelos acontecimentos catastróficos, ou visto como uma criatura perversa (graças a sua associação com a morte). Pelo contrário, era considerado como o melhor amigo do homem, por tentar, desesperadamente, avisar os donos do perigo iminente.
Rejeitando a explicação sobrenatural, uma teoria mais compreensível é a de que os cães em causa tinham hidrofobia (raiva). Quando um cão está contagiado pela doença, ele uiva, geme e faz outros ruídos anormais, que não passam “despercebidos” pelas pessoas. Se o cão em questão havia infectado o dono e este morria, as pessoas, ouvindo a história, percebiam que o acontecimento ocorrera pouco depois de o cão ter sido ouvido produzindo sons fora do comum. Na época em que era desconhecida a forma de transmissão da raiva, é fácil compreender como a ligação entre os gritos do cão e a morte humana podia ser interpretada como um mau presságio, sem a correta relação entre contágio da doença do cão e seu dono. Daí a crença!
Fonte: Desmond Morris

FRASE DA SEMANA

"Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las."

Pitágoras

Saiba o que é uma Tempestade Solar

Saiba o que é uma Tempestade Solar

Uma corrente de vento solar atingiu a Terra durante a última sexta-feira (24/10) e estendeu seus efeitos sobre o planeta durante todo o final de semana, confirmando previsões anteriores da Noaa (agência de oceanografia e meteorologia dos EUA).
O telescópio Soho, da Nasa (agência espacial dos EUA), captou três fortes erupções na superfície solar nas 24 horas que antecederam o fenômeno.
Essas tempestades magnéticas podem afetar redes de transmissão elétrica, comunicação entre satélites e telefones celulares e sistemas de navegação eletrônica, como o GPS (Sistema de Posicionamento Global).
Os cientistas da Noaa não detectaram sobre o planeta nenhum efeito negativo da erupção, mas eles prevêem novas erupções solares nos próximos dias.
Para prever essas tempestades magnéticas, os cientistas observam o comportamento da superfície do Sol e procuram por verdadeiras "labaredas" --as erupções solares. Algum tempo depois da liberação de energia, quando as cargas de íons se aproximam da Terra, é possível captar ondas eletromagnéticas mais intensas.
O sistema que mede a atividade solar é semelhante ao dos terremotos: as erupções são medidas em uma escala de um a cinco. A tempestade magnética deste final de semana alcançou o grau G-3, o que era previsto pela Noaa.
Apesar de representar um risco para as telecomunicações da Terra, o vento solar torna mais intenso o espetáculo visual das auroras polares, que podem ser vistas nos céus nas regiões dos pólos.
Explicação do fenômeno

As radiações cósmicas ocorrem quando a atividade solar está no máximo, o que provoca as chamadas tempestades solares. Esse fenômeno é raro, ocorrendo em média a cada onze anos. Já o fenômeno das bolhas inonosféricas, acontece com o pôr do sol, no dia-a-dia, variando sazonalmente, ou seja, de acordo com a posição da Terra em relação ao movimento de translação referente ao Sol.
A Terra recebe radiação cósmica de diferentes energias, vindas do espaço interplanetário e galáctico, porém um tipo de radiação cósmica de baixa energia - elétrons, prótons e íons, com energia igual ou menor a 1 Gigaeletronvolt (GeV), chega do Sol pelas chamadas tempestades solares.
Estas tempestades consistem em erupções na superfície solar que liberam matéria acumulada (as manchas solares) no campo magnético solar. A matéria liberada nessas tempestades é o plasma quente, que são prótons e elétrons e íons, que não formaram nenhum átomo neutro e constituem, basicamente, gás eletrificado.
Essas partículas liberadas, ao se aproximarem da Terra, sofrem influência do campo magnético terrestre uma região grande que circunda a Terra, no qual o vento solar é acelerado. O campo magnético terrestre não se estende indefinidamente, mas é limitado a uma cavidade no interior do sistema solar chamada magnetosfera ou invólucro magnético.
Essas partículas, de acordo com a energia de chegada, são aprisionadas nas linhas de campo magnético da Terra, fazendo três movimentos. O primeiro, de giro em torno da linha de campo magnético; o segundo, de vai e vem (bounce) entre os pólos e o terceiro, de deslocamento azimutal (que é o ângulo formado a partir de uma direção fixa no terreno) em torno da Terra. Essas condições entre velocidade ou energia de chegada e o valor do campo magnético encontrado, possibilita a essa radiação solar, com os três movimentos descritos, configurar os chamados cinturões de radiação da Terra.Quando o Sol apresenta um número grande de erupções solares (solar flares), parte dessas radiações são ejetadas ao espaço (Coronal Mass Ejection - CME), atingindo a Terra. Os cinturões de radiação se enchem e transbordam, através de injeção de plasma para a magnetosfera terrestre, ionizando em demasia as regiões mais baixas da atmosfera como a ionosfera e mesosfera (camadas intermediárias da atmosfera).


Consequências

Essa ionização traz diversas conseqüências para a Terra principalmente nas telecomunicações e mudanças climáticas.
Os efeitos das tempestades solares nos modernos sistemas de telecomunicações, se dão pelas interferências nas ondas eletromagnéticas, podendo inclusive prejudicar materiais como circuitos integrados, computadores de bordo, satélites, foguetes e balões estratosféricos.
A tempestade solar ocorrida em 1989, por exemplo, atingiu o Canadá deixando quase seis milhões de canadenses sem energia elétrica. Onze anos depois, em 2000, o satélite brasileiro Brasilsat sofreu interrupções em seu funcionamento devido a uma forte tempestade solar. O fluxo magnético vindo do sol pode provocar fortes ondas de descarga elétrica nos cabos de transmissão de força, causando curto-circuitos e queimando equipamentos.


Curiosidades

• A cada 11 anos, o sol entra em um turbulento ciclo, representando a época mais propícia para que o planeta sofra uma tempestade solar.

• O próximo máximo solar ocorrerá no ano 2011.

• Uma potente tempestade solar é capaz de paralisar por completo a rede elétrica das grandes cidades, uma situação que poderia durar semanas, meses e até anos.

• A cidade de Nova York possui a rede elétrica mais vulnerável da costa leste dos Estados Unidos.

• As tempestades solares podem causar interferências nos sinais de rádio, afetar os sistemas de navegação aéreos, danificar as linhas telefônicas e inutilizar satélites por completo.

• Em março de 1989, a cidade de Quebec, no Canadá, foi atingida por uma forte tempestade solar. Seis milhões de pessoas foram afetadas por um grande apagão, que durou 90 segundos. A rede elétrica de Montreal ficou paralisada durante mais de nove horas. Os danos que o apagão provocou, junto com as perdas provocadas pela falta de energia, chegaram a centenas de milhões de dólares.

• Em setembro de 1859, uma intensa tempestade solar afetou a maior parte do planeta. As linhas telegráficas dos Estados Unidos e do Reino Unido ficaram inutilizadas e provocaram vários incêndios. Além disso, uma impressionante aurora boreal, fenômeno que normalmente só pode ser observado nas regiões árticas, pôde ser visto em lugares tão distantes quanto Roma e Havaí.

• Há 144 anos, ocorreu a pior tempestade solar de que se teve notícia. Na época, seus efeitos foram imperceptíveis pois não existiam equipamentos que dependessem diretamente dos satélites ou da rede elétrica.
Fontes: UOL / Discovery Channel / Com Ciência