
O convite para gravar tal solo partiu do Sr. Quincy Jones, produtor do disco e famoso músico no cenário da música negra americana e que também havia produzido o disco anterior de Michael, "Off The Wall".

Contato via telefone
Triiim! Triiim! (Toca o telefone na casa de Eddie Van Halen).
- Alô? - pergunta o Sr. Quincy Jones.
- Alô! - responde Eddie Van Halen.
- Alô?
- Alô!
- Ligação errada! (E Eddie desliga o telefone). "Tem sempre alguém ligando aqui em casa!" - eis o seu comentário.
Triiim! Triiim! (Novamente toca o telefone).
"É melhor que seja algo de verdade desta vez" - esbraveja Eddie.
- É o Eddie? É o Quincy, cara!
- Que Quincy? O que é que você quer, seu idiota? ("You Fucking Asshole").
- Rapaz, é o Quincy Jones, o produtor musical!
- Meu Deus! Me perdoe, Quincy! Qual é o problema?
- Veja, o Steve Lukather me pediu para ligar para você e perguntar se você poderia participar da gravação de um solo de guitarra numa música que eu estou produzindo para o novo disco do Michael Jackson!
- Caramba, o Steve é um amigão! Bom, vou ver o que eu posso fazer. Me dê seu telefone aí!
Eddie fica meio pensativo em sua casa: "o pessoal da banda não gosta muito de trabalhos fora do Van Halen. Mas o Al está fora da cidade; o Dave viajou mais uma vez para a Amazônia e o Mike está com a família na Disneylândia. Eu vou fazer esse favor. Vou me divertir e NINGUÉM jamais saberá que eu gravei um solo numa música do Michael Jackson. Vai ser legal."
Eddie liga para o engenheiro de som e amigo, Donn Landee e eles acertam a ida até um Estúdio em Hollywood, onde estavam acontecendo as sessões de gravação do disco "Thriller". Chegando lá, eles encontram uma música bem legal e quase pronta. Quincy Jones pede para ele ouvir, sugerir, tocar, fazer o que ele quiser, pois a opinião de Eddie seria de grande importância.
- Olha, a música é muito legal! Mas o ponto em que vocês querem o solo é meio morto! Será que a gente não poderia editar isso para eu solar em cima da base "boom boom bomp, boom boom bomp"? (Referindo-se à guitarra base que antecede o solo). Assim, eu poderia solar num trecho em que há mudanças nas cordas! Ficaria bem melhor!
- Ok, Eddie. Deixe-me editar algo! - responde o Quincy Jones.
O Eddie leva sua guitarra Frankenstrat e realiza 2 takes. Quincy agradece muito.
2 takes que mudaram a música
Segundo consta, o segundo take do solo de "Beat It" é que foi utilizado no disco. Como o Eddie pediu para se fazer algumas mudanças na música, o Steve Lukather e o Jeff Porcaro tiveram que quebrar a cabeça, juntos com o Quincy Jones, para reorganizarem a música e colocarem a devida sincronia.
Ainda no estúdio, após os 20 minutos de sua participação no disco, o Eddie ouve o seguinte comentário do Michael Jackson, tendo um pequeno macaco agarrado a ele:
- I really like that high fast stuff you do, Eddie! - diz Michael.
- Thank´s a lot, Michael! - responde Eddie.
Pouco antes do lançamento do disco "Thriller" em Novembro/1982, o Eddie recebe em sua casa uma carta de agradecimentos do Quincy Jones, que no final assina como: "The Fucking Asshole".
Em 1984, Eddie Van Halen dá a seguinte declaração para a Revista Rolling Stone acerca da gravação do solo e porque não cobrou nada pela participação: "eu fiz todo o trabalho em "Beat It" como um favor. Eu não quis nada. Talvez o Michael me dê algumas lições de dança, pois nisso eu sou bem ruim. Eu fui um completo idiota, de acordo com os meus bandmates e o empresário da banda. Mas eu achei que NINGUÉM jamais saberia que eu havia participado de um disco do Michael Jackson. Só isso. E eu me diverti, e isso é o que realmente importa", disse o guitarrista.
"Beat It" - Michael Jackson & The Jacksons (participação especial de Eddie Van Halen)
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