

Seus fios são de polipropileno e unidos formam uma trama permeável à água, mas capaz de permitir a troca de temperaturas internas e externas. Dois anos atrás, um teste realizado na geleira italiana comprovou a eficiência desta ação, que conseguiu evitar 60% da neve do derretimento. Na experiência, a neve desprotegida perdeu um metro e meio de espessura a mais do que a parte coberta.
Os italianos usaram naquela ocasião 30 mil m² de tela. Com o resultado positivo, eles agora decidiram triplicar o perímetro de ação, passando para 90 mil m². A tela tem uma espessura de 4 milímetros e pela cor branca se mimetiza com a paisagem, além de refletir os raios do sol. Ela vai ser retirada apenas no começo do mês de setembro.
Este sistema funciona apenas se temos gelo embaixo da neve. E este é o caso do Presena. Se houvesse apenas a neve sobre o capim, a terra, ela derreteria de qualquer forma. Deve-se proteger o gelo mantendo a neve fria.
Operação
Operários desenrolam as faixas das telas - cada uma com 70 metros de comprimento por 5 metros de largura - do alto para baixo, colocando sacos de areia nas extremidades para manter o "lençol" preso ao terreno em caso de ventos fortes.
Ao mesmo tempo, cientistas estudam as características do manto e a espessura do gelo para, mais tarde, entender melhor o processo de encolhimento da geleira e suas consequências.
Uma coisa é certa: o derretimento das geleiras ocorre por causa do aumento da temperatura global.
Ameaça

O problema é que nos últimos 30 anos o desequilíbrio desta relação apresenta um resultado negativo para a geleira. E nos últimos quatro, cinco anos, observou-se que a neve derretida dobrou em relação ao ritmo normal. A redução da espessura passou de um metro por ano para um e meio a dois metros. Mesmo com 30 ou 40 m de profundidade em alguns pontos, a sobrevivência do glaciar Presena não estaria garantida.
Fonte: Terra
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