


A implantação do serviço via rede elétrica deverá impactar diretamente o serviço DSL ("Digital Line Subscriber"), hoje oferecido por redes de TV a cabo e através de modens a cabo que utilizam linhas telefônicas. Mas certamente trará grandes vantagens para quem mora em áreas rurais, não servidas por estes serviços. Outra grande vantagem do novo sistema será sentido pelas empresas de energia, que terão um meio barato e efetivo de monitorarem e gerenciarem efetivamente suas redes de distribuição de eletricidade.
O serviço de acesso utiliza as redes de média voltagem, entre 1.000 e 4.000 volts para levar a Internet e outros serviços de banda larga até o usuário final.
O serviço interno utiliza a fiação interna das residências e escritórios, de baixa voltagem, para conectar computadores, impressoras e todos os demais periféricos ligados à informática, além de controladores específicos, seja de eletrodomésticos, seja de gerenciamento de funções da casa ou edifício.
A FCC ressalta que as regras existentes para o sistemas de portadoras, que modulam ondas de rádio na corrente alternada disponível na fiação elétrica, transmitindo dados ou voz, tem tido sucesso. Entretanto, esses sistemas de portadora têm operado com capacidade de comunicações relativamente limitada, em freqüências abaixo de 2 MHz, sobre uma estreita faixa do espectro. Agora, a disponibilidade de microprocessadores mais rápidos e o desenvolvimento de técnicas de modulação mais sofisticadas permitiram a criação de novas especificações de potência para linhas digitais que utilizam múltiplas portadoras, utilizam uma ampla faixa de freqüência (entre 2 e 80 MHz) e operam com altas taxas de transferência.
No Brasil
No bairro da Restinga, na periferia de Porto Alegre, está sendo testado um dos únicos terminais de atendimento brasileiros que têm acesso à Internet através de um fio ligado diretamente na tomada. Um aparelho converte o sinal de internet para a rede elétrica, que depois é reconvertido por outra máquina, similar a um modem. A tecnologia está sendo apresentada no fisl 8.0.
O acesso à Internet utilizando discagem, como funciona em boa parte das residências brasileiras, tem uma velocidade de 56 mil bites por segundo (56 Kb/s), normalmente. Utilizando a rede de cabos, chega a 2 milhões de bites por segundo (2 Mb/s). A Internet pela rede elétrica testada em Porto Alegre funciona a 45 milhões de bites por segundo, e será trocada, em breve, por um acesso de 200 milhões de bites por segundo. A transferência atual é pelo menos sete vezes mais rápida, dependendo do aparelho
Fontes: Terra / Inovação Tecnológica
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