

No momento, ainda é possível combater os ratos, mas os cientistas preocupam-se com a possibilidade de que isso mude no futuro. O problema é que só existe apenas um conjunto de ingredientes ativos que podem ser utilizados para combater a praga. Não importa que marca o veneno contra ratos porte no mercado comercial, todos eles usam anticoagulantes que impedem a coagulação sangüínea dos animais.
O veneno funciona iludindo os ratos. Nos grupos de roedores, usualmente existem farejadores que provam os alimentos primeiro, e se o farejador morre os demais animais não se alimentam da mesma fonte. Para contornar essa dificuldade, os venenos de rato são projetados para fazer efeito depois de alguns dias, de modo que os animais não associem o envenenamento à morte.

O primeiro veneno do tipo era conhecido como warfarin, e chegou ao mercado em 1953. O produto oferecia muitas vantagens, mas uma desvantagem decisiva: poucos anos depois de sua introdução, surgiram ratos capazes de resistir ao warfarin, na Escócia. O ADN da população roedora se havia alterado de modo que o veneno deixasse de afetar a coagulação. Hoje, ratos marrons resistentes ao veneno existem em diversas partes da Europa, bem como na América do Norte. Muitos desses ratos são imunes não só ao warfarin como a agentes desenvolvidos posteriormente.

Combater ratos continua a ser importante. Uma fêmea pode produzir 600 descendentes ao ano, se contarmos seus filhotes e os de segunda geração.

Com a ajuda da Associação de Controle de Pragas da Alemanha, os cientistas desejam descobrir se os animais resistentes a veneno estão se espalhando e, se estão, para onde. Amostras obtidas em Hamburgo e na Baixa Saxônia serão examinadas em seus institutos, e os resultados armazenados em bancos de dados.
Os cientistas do Instituto de Higiene e Meio Ambiente de Hamburgo já começaram a trabalhar no projeto.

Fonte: Terra
Nenhum comentário:
Postar um comentário