

O telescópio Soho, da Nasa (agência espacial dos EUA), captou três fortes erupções na superfície solar nas 24 horas que antecederam o fenômeno.
Essas tempestades magnéticas podem afetar redes de transmissão elétrica, comunicação entre satélites e telefones celulares e sistemas de navegação eletrônica, como o GPS (Sistema de Posicionamento Global).

Para prever essas tempestades magnéticas, os cientistas observam o comportamento da superfície do Sol e procuram por verdadeiras "labaredas" --as erupções solares. Algum tempo depois da liberação de energia, quando as cargas de íons se aproximam da Terra, é possível captar ondas eletromagnéticas mais intensas.

Apesar de representar um risco para as telecomunicações da Terra, o vento solar torna mais intenso o espetáculo visual das auroras polares, que podem ser vistas nos céus nas regiões dos pólos.

Explicação do fenômeno

A Terra recebe radiação cósmica de diferentes energias, vindas do espaço interplanetário e galáctico, porém um tipo de radiação cósmica de baixa energia - elétrons, prótons e íons, com energia igual ou menor a 1 Gigaeletronvolt (GeV), chega do Sol pelas chamadas tempestades solares.

Essas partículas liberadas, ao se aproximarem da Terra, sofrem influência do campo magnético terrestre uma região grande que circunda a Terra, no qual o vento solar é acelerado. O campo magnético terrestre não se estende indefinidamente, mas é limitado a uma cavidade no interior do sistema solar chamada magnetosfera ou invólucro magnético.


Consequências

Os efeitos das tempestades solares nos modernos sistemas de telecomunicações, se dão pelas interferências nas ondas eletromagnéticas, podendo inclusive prejudicar materiais como circuitos integrados, computadores de bordo, satélites, foguetes e balões estratosféricos.

Curiosidades
• A cada 11 anos, o sol entra em um turbulento ciclo, representando a época mais propícia para que o planeta sofra uma tempestade solar.
• O próximo máximo solar ocorrerá no ano 2011.
• Uma potente tempestade solar é capaz de paralisar por completo a rede elétrica das grandes cidades, uma situação que poderia durar semanas, meses e até anos.
• A cidade de Nova York possui a rede elétrica mais vulnerável da costa leste dos Estados Unidos.
• As tempestades solares podem causar interferências nos sinais de rádio, afetar os sistemas de navegação aéreos, danificar as linhas telefônicas e inutilizar satélites por completo.
• Em março de 1989, a cidade de Quebec, no Canadá, foi atingida por uma forte tempestade solar. Seis milhões de pessoas foram afetadas por um grande apagão, que durou 90 segundos. A rede elétrica de Montreal ficou paralisada durante mais de nove horas. Os danos que o apagão provocou, junto com as perdas provocadas pela falta de energia, chegaram a centenas de milhões de dólares.
• Em setembro de 1859, uma intensa tempestade solar afetou a maior parte do planeta. As linhas telegráficas dos Estados Unidos e do Reino Unido ficaram inutilizadas e provocaram vários incêndios. Além disso, uma impressionante aurora boreal, fenômeno que normalmente só pode ser observado nas regiões árticas, pôde ser visto em lugares tão distantes quanto Roma e Havaí.
• Há 144 anos, ocorreu a pior tempestade solar de que se teve notícia. Na época, seus efeitos foram imperceptíveis pois não existiam equipamentos que dependessem diretamente dos satélites ou da rede elétrica.

Fontes: UOL / Discovery Channel / Com Ciência
Um comentário:
incrivelmente , e isso ja esta acontecendo na america do norte , mas nao será o fim do mundo , mas alteraçoes na comunicaçao , ou ate mesmo falha vão acontecer isso eu aposto.
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