

Considerado um verdadeiro fóssil vivo pelos cientistas - existem fósseis dessa espécie que datam cerca de 80 milhões de anos - o tubarão-cobra possui poucas alterações em relação aos seus ancestrais.


Segundo ictiologistas (especialistas em estudos sobre peixes), o tubarão-cobra encontrado estava desorientado e doente, provavelmente por causa de alterações nas correntes marítimas. Essas alterações podem ter sido causadas pelo derretimento das geleiras, devido ao aquecimento global.


A forma do corpo de um tubarão cobra assemelha-se ao de uma enguia, mas a cabeça desse bicho, falando em termos de morfologia, é o que o coloca na família dos tubarões. Graças à presença das fendas branquiais e às ampolas de Lorenzini, os cientistas puderam classificá-lo como tubarão. Enquanto a maioria dos tubarões possuem cinco pares de brânquias, os tubarões-cobra possuem seis.


Estudos sobre esse animal revelaram características tão particulares que os especialistas criaram para o tubarão cobra um único gênero, chamado Chlamydoselachus.
Esse peixe possui a mandíbula longa e equipada com 300 dentes pontiagudos, distribuídos em 25 fileiras. Fazem parte de seu cardápio as lulas, peixes teleósteos (ósseos) e eventualmente tubarões menores.


Ao todo, 264 tubarões-cobra já foram examinados. Os animais não demonstraram uma estação reprodutiva, o que significa que podem se reproduzir em qualquer época do ano. Isso pode ter sido uma adaptação relacionada com o longo período de gestação, segundo o cientista.
Outro dado interessante revelado através de estudos é que o tubarão-cobra produz o menor número de filhotes, dentre as espécies de sua ordem (a Hexanxiformes). O tubarão-cobra produz uma média de seis filhotes a cada gestação.

O Chlamydoselachus anguineus enfrentou 80 milhões de anos de mudanças no planeta Terra, mas parece não poder resistir à ação do homem.

Fonte: UOL
Um comentário:
Oi, Ricardo!
Adorei o link do meu blog no seu! Ficou muito legal!
Obrigada e um abraço!
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