quinta-feira, abril 17, 2008

A noite oficial dos OVNIs no Brasil

A noite oficial dos OVNIs no Brasil

Ainda em nosso país, quatro anos depois do famoso Caso Vasp, seria a vez de nossos militares encontrarem UFOs – vários deles! Era a noite 19 de maio de 1986, que acabou entrando para a história da Ufologia Brasileira como a Noite Oficial dos Discos Voadores. Naquela data, nosso espaço aéreo foi literalmente invadido por 21 objetos voadores não identificados, numa agitação tão grande que forçou o ministro da Aeronáutica a vir a público e reconhecer oficialmente o fenômeno. O brigadeiro Octávio Moreira Lima prometeu ao país que em 30 dias liberaria um relatório dos fatos, mas isso jamais aconteceu. A promessa é até hoje lembrada e cobrada, mas nossas autoridades sempre negam as solicitações, escondendo do público a verdade sobre o fenômeno.
Os incidentes que marcaram a Noite Oficial tiveram início às 21h10, quando vários focos de luz foram observados pelos passageiros de um avião Xingu que voava de Brasília a São José dos Campos (SP), pilotado por Alcir Pereira da Silva e tendo a bordo o então presidente da Embraer Osíris Silva. Apenas dois dias após o incidente, apesar de Moreira Lima não honrar o compromisso assumido, os ufólogos ficaram sabendo que 21 objetos estavam sendo detectados naquela noite, praticamente entupindo as telas de radar que cobriam o tráfego aéreo dos principais aeroportos e aerovias do país.
Um dos pilotos enviados ao encalço dos objetos era o capitão Márcio Brisolla Jordão. Ele declarou que, quando estava se dirigindo para a área de busca de São José dos Campos, foi recebendo informações do radar. “Soube que havia de 6 a 8 pontos luminosos a minha frente a cerca de 18 milhas [Cerca de 30 km]”. Outro militar envolvido na perseguição era o tenente Kleber Caldas Marinho. “Eu estava acima de 1.000 km/h e não consegui identificar, nem muito menos me aproximar daqueles pontos luminosos”, declarou em rede nacional. Para Moreira Lima, o que ocorreu fugiu ao controle. “Os radares detectaram mais de duas dezenas de objetos não identificados na área de São Paulo, São José dos Campos e Rio de Janeiro a ponto de saturá-los”, admitiu antes de fazer sua promessa.
O ministro ainda informou que foi determinada a decolagem das aeronaves de defesa aérea para interceptar esses objetos em conseqüência do problema que os objetos poderiam causar ao fluxo de tráfego aéreo. “Um dos pilotos chegou a enquadrar um desses objetos, mas apenas viu algo colorido e não identificando o que se tratava”, disse. Ozires Silva, envolvido no acidente desde o início, por estar a bordo do Xingu que involuntariamente entrara na área dos acontecimentos, também deu importantes informações sobre o fato.
Embora grande piloto, Silva era passageiro naquele vôo, mas quando soube o que estava acontecendo, pediu ao comandante Alcir o controle da aeronave e começou a perseguição dos UFOs. “Eu segui na direção dos objetos e, na medida que me aproximava, notei que eles estavam a uma altitude bem menor que a minha. Nesse momento, observei que um deles tinha uma estrutura bem mais alongada e uma cor fluorescente. Eu o circulei por diversas vezes olhando para baixo, mas não sei dizer o que era aquilo”.


Reportagem exibida no Fantástico

http://www.youtube.com/watch?v=9NrI9LWr2MI


Veja a seguir a seqüência dos acontecimentos, conforme investigação realizada pela equipe do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA):

20h50 — O operador da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos (SP) observa, por binóculo, dois pontos luminosos. A torre pede ao comandante Alcir Pereira da Silva, que viajava com o coronel Ozires Silva, que fizesse uma busca visual do UFO.

21h10 — Sinais luminosos são vistos pelo comandante Alcir e pelo coronel Ozires Silva, num avião civil Xingu em rota entre Brasília (DF) e São José dos Campos (SP), pilotado por um civil, o comandante Alcir.

21h14 — O controle de radar de São Paulo recebe sinais sem identificação em seus monitores.

21h15 — O controle de radar de São Paulo informa ao I Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta I) o que estava detectando. O Cindacta I confirma a presença de sinais no radar de São Paulo.

21h23 — O primeiro jato F-5E é despachado da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, rumo a São José dos Campos (SP), para interceptar os intrusos. O piloto era o tenente-aviador Kleber Caldas Marinho.

22h45 — O controle de radar da Base Aérea de Anápolis (GO), a 50 km de Goiânia, também detecta os sinais e o primeiro avião Mirage levanta vôo em busca dos UFOs. A bordo estava o capitão Armindo Souza Viriato de Freitas.

22h50 — O segundo jato F-5E levanta vôo da Base Aérea de Santa Cruz, tendo como piloto o capitão Márcio Brisola Jordão.

23h15 — O tenente Kleber, piloto do primeiro F-5E, vê várias esferas de luz pela primeira vez e começa a persegui-las.

23h17 — Um segundo Mirage levanta vôo da Base Aérea de Anápolis (GO) e também passa a perseguir os intrusos.

23h20 — O primeiro F-5E, do tenente-aviador Kleber, detecta pela primeira vez os sinais emitidos pelos UFOs em seu radar de bordo.

23h36 — Um terceiro Mirage levanta vôo da Base Aérea de Anápolis e começa seu trabalho de aproximação dos alvos radar. Este também acaba voltando para a base posteriormente, sem resultados conhecidos.


O caso do vôo 169 da VASP
Ocorrido na madrugada de 08 de fevereiro de 1982, o Caso Vasp Vôo 169 é até hoje um dos mais extraordinários episódios da Ufologia Brasileira. O fato se deu quando o Boeing da extinta companhia aérea paulista fazia um vôo noturno entre Fortaleza e São Paulo, com duas escalas. O avião foi seguido por quase duas horas inteiras por um objeto voador não identificado de brilho intenso, que surgiu inicialmente à sua esquerda, na altura de Petrolina, no interior de Pernambuco, e realizou inúmeras manobras. Com quase 150 passageiros a bordo, o avião foi seguido ininterruptamente até a primeira escala, em Belo Horizonte, tendo o UFO continuado sua perseguição quase uma hora depois, após o Boeing decolar rumo ao Rio de Janeiro, sua segunda escala. O comandante era o veterano Gerson Maciel de Britto, que na época acumulava mais de 26 mil horas de vôo e era considerado um dos pilotos mais experientes da empresa.


Fontes: UFO / INFA

Um comentário:

lucas disse...

e muito interessante esse texto vale a pena LER...