domingo, março 16, 2008

A polêmica OPERAÇÃO PRATO da FAB

A polêmica OPERAÇÃO PRATO da FAB

Operação Prato foi o nome dado a uma operação realizada pela Força Aérea Brasileira em 1977, através do seu Comando Aéreo Regional em Belém, para verificar a suposta ocorrência de estranhos fenômenos envolvendo luzes hostis e o aparecimento de queimaduras nos corpos das pessoas, relatados pela população do município de Colares, estado do Pará, Brasil.


A missão

Sob o comando do Capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, que deu o nome a missão e formada por três militares, a equipe investigou a área que fica no litoral próximo ao município de Vigia , munidos de câmeras fotográficas e filmadoras de 8 e de 16mm. Seu principal objetivo era observar e registrar, de todas as formas possíveis, as estranhas e inexplicáveis manifestações relatadas pelos habitantes. O posto médico da cidade havia realizado atendimentos a diversas pessoas vítimas de queimaduras cujos responsáveis, segundo a população, eram estranhas luzes vindas do céu.
O fenômeno era conhecido como “chupa-chupa” e a estória estava criando certa histeria entre os moradores, que buscando uma explicação religiosa atribuía os ataques ao "diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos". Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar o pânico, que levava muitos cidadãos a se organizaram para fazer vigílias e usar fogos de artifício na tentativa de afugentar as misteriosas luzes. A operação durou pouco mais de quatro meses e nos dois primeiros, a equipe do Capitão Hollanda Lima não registrou ocorrências, porém o cenário iria se modificar radicalmente segundo o militar.


A polêmica e bombástica entrevista

Em 1997, vinte anos depois, Hollanda Lima concedeu uma entrevista aos pesquisadores Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit relatando os acontecimentos e as atividades de sua equipe nos dois últimos meses da operação. Segundo ele, sua equipe presenciou as mais surpreendentes e estranhas manifestações de natureza desconhecida. Além de ter presenciado, os militares registraram os erráticos movimentos de pequenos objetos luminosos que julgou serem “sondas ufológicas”. Constataram também a presença de gigantescas naves que executavam manobras que destruiriam qualquer aeronave conhecida. Seriam maiores que “um prédio de trinta andares” em seu comprimento e emitiam luzes de várias cores. Tais “espaçonaves” recolhiam regularmente as “sondas pesquisadoras”. Em sua entrevista Hollanda Lima declarou que dois agentes do Serviço Nacional de Informação , também tiveram a oportunidade de presenciar estas manifestações envolvendo os objetos gigantes. O capitão pôde fotografar e filmar diversos tipos de luzes, das mais diversas dimensões.
As cores também variavam e supunha ele que indicavam a função ou o tipo de manobra do “aparelho”. A equipe também recolheu relatos incríveis contados pela população ribeirinha. Alguns envolvendo seres luminosos saídos do interior de estranhos objetos. Esses seres arrebatavam pessoas com sua luminosidade. Outros sugavam o sangue das pessoas que capturavam. Um fato registrado é que na maioria dos episódios havia a presença de uma ou mais testemunhas.
Originalmente, o Capitão Hollanda Lima dizia que apesar de crer na possibilidade de vida extraterrestre não acreditava ser esse o caso dos registros visuais em Colares, contudo mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na região, pois teria visto, filmado e fotografado OVNIS sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado. O comando da Aeronáutica oficializou o término da operação após quatro meses e ordenou o regresso da equipe. Porém o capitão disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo mas não com a mesma intensidade, e casos de vítimas das queimaduras não foram mais registrados.


Características do fenômeno "chupa-chupa"

A onda ou fenômeno “chupa-chupa” constituiu-se de uma seqüência de períodos médios – de até seis meses de duração – e curtos – de algumas semanas – de atividade ufológica nas regiões ribeirinhas da Amazônia, concentrando-se nos arredores de Belém, na Ilha de Marajó e no delta formado pelo Rio Amazonas ao atingir o Oceano Atlântico.

— Os avistamentos eram, na totalidade, noturnos. Contatos imediatos de 2º e 3º graus, embora mais raros, também aconteciam à noite. Os poucos relatos descrevem criaturas semelhantes a humanos de estatura média.
— Os UFOs mais comuns tinham formato esférico, seguidos dos de aparência cilíndrica e uns raros em forma de peixe.
— O deslocamento da maioria dos objetos voadores não identificados observados era do céu para a terra ou do oceano para o continente.
— Durante as suas evoluções noturnas, os UFOs sobrevoavam preferencialmente as pequenas comunidades litorâneas e rurais.
— O maior problema para os observadores foi tornarem-se vítimas, pois muitas vezes eram atingidos por potentes projeções luminosas de ação paralisante.
— As vítimas do chupa-chupa eram em geral adultas, de ambos os sexos e os acidentes não ocorriam de forma casual. Integrantes da Operação Prato detectaram que perto de 2/3 dos atingidos eram mulheres adultas.
— As lesões nos atingidos configuravam-se em queimaduras de primeiro grau, não superiores a 15 centímetros de extensão, localizadas na maioria das ve¬zes sobre a re¬gião torácica.
— As vítimas do chupa-chupa, após o incidente, se queixavam de vertigem, dores no corpo, tremores, falta de ânimo, sonolência, fraqueza, rouquidão, que¬da de pêlos, descamação da pele lesada e freqüentes dores de cabeça. Estes sintomas foram constatados por médicos.


As lesões nas vítimas

Abaixo, o relato das lesões nas vítimas, segundo a médica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (PA), Wellaide Cecim Carvalho, que atendeu as vítimas.

— Não formavam bolhas típicas de queimaduras, nem se assemelhavam a efeitos de queimaduras produzidas pelo fogo ou água quente.
— Pareciam queimaduras radioativas, como as produzidas pelo elemento químico cobalto.
— Não existia dor no local atingido, apenas um ardor discreto que passava em poucas horas.
— Depois de dois dias do ferimento a pele da vítima descamava. Nesse estágio, era possível notar dois pontos bem próximos, como picadas de agulha.
— Queimaduras superficiais de 2 a 10 cm.
— Discreto ardor na região atingida, sem referência a qualquer processo infeccioso.
— Presença de pontos como picadas de agulhas, que desaparecem após 72 horas.
— Queda dos pêlos nas regiões atingidas pelo raio com escamação da epiderme, dias depois do incidente causador.
— Tonturas, vertigens, cefaléia e astenia (fraqueza dos membros inferiores).
— Exames de sangue feitos em algumas vítimas do chupa indicaram baixo teor de hemoglobina e redução no número de hemácias.


Alguns desenhos e esboços feitos

Segundo Hollanda, a equipe colocava o nome da pessoa que teve a experiência, o local onde ocorreu, horário, etc. Faziam uma descrição de cada fato ocorrido. Assim, se acontecessem três casos numa noite, ouviam três testemunhas. Algumas das descrições eram comuns, outras mais estranhas. Às vezes recebiam relatos de coisas que não podiam comprovar a autenticidade, como desmaterialização de paredes inteiras ou de telhados.Tinham máquinas fotográficas Nikon profissionais, com teleobjetivas de 300 a 1000 mm, dessas grandes. Era um terror trabalhar com elas, porque tinham um foco rapidíssimo. Qualquer bobeada, qualquer movimento em falso, e perdiam os UFOs. Mas eram equipamentos de primeira. Também tinham filmadoras e gravadores, na possibilidade de um ruído ser ouvido ou de alguma coisa que pudesse ser registrada.Chegaram a verificar pelo menos nove formas de UFOs. Conseguiram determiná-las e classificá-las. Algumas eram sondas, outras naves grandes das quais saíam objetos menores. Filmaram tudo isso, inclusive as naves pequenas voltando ao interior de suas naves-mãe, as maiores. Tudo foi muito bem documentado.
Os relatórios com desenhos, fotos, croquis etc eram preparados, classificados, passados ao comandante e arquivados no próprio 1º COMAR, numa sala reservada. Depois disso, alguns iam para Brasília, segundo o que o coronel foi informado na época.


Morte misteriosa

O coronel Hollanda foi encontrado morto em sua casa na Região dos Lagos no Rio de Janeiro três meses após sua entrevista ser publicada. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam não acreditam que ele tenha realmente se suicidado, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato. O caso foi registrado na delegacia de São Pedro da Aldeia, vizinha a Cabo Frio. O laudo do Instituto Médico Legal confirmou a morte por asfixia,
devido ao enforcamento.
A cena do “suposto suicídio” do coronel Uyrangê Hollanda mostrava o “absurdo” do corpo preso pelo pescoço com o simples cordão do seu roupão de banho na cabeceira da cama, sentado no chão, ao lado da cama, segundo a versão oficial – bastante contestada, por sinal. Muitos pesquisadores e simpatizantes do assunto duvidam da realidade da dita cena, pois, sabe-se que o coronel como um militar de brigada e comandante de um departamento de inteligência da Força Aérea Brasileira (FAB), deveria saber muito bem como proceder para promover um suicídio de forma eficaz e não tão grosseiramente como fazem parecer as versões "oficializantes" de sua morte - até porque, todo militar, desde um soldado raso até a mais alta patente, sabidamente, detém conhecimentos das mais eficazes técnicas, tanto para matar alguém, como também para se matar.
Sabe-se ainda de uma tentativa anterior de suicídio do coronel, quando havia se jogado do quarto andar de um edifício.
Todo o material registrado pela sua equipe durante a Operação Prato ficou em posse da FAB, que ainda não liberou estes arquivos ao público, apesar de uma campanha iniciada pelos ufólogos brasileiros junto a o presidente Luis Inácio da Silva.


Fontes: Ufo / Ufovia / Wikipédia


Obs.: Os desenhos e esboços exibidos nesta postagem do BLOG foram extraídos dos relatórios da OPERAÇÃO PRATO, conduzida por uma equipe de Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, do I COMANDO AÉREO REGIONAL (COMAR) da Força Aérea Brasileira (FAB) na Amazônia, entre setembro e dezembro de 1977.
A OPERAÇÃO PRATO foi um caso realmente espetacular e seríssimo, sendo tema de um episódio do programa LINHA DIRETA, exibido pela REDE GLOBO.


Ricardo M. Freire

3 comentários:

Luciana disse...

Isso tudo parece história de filme de ficção científica... Mas com tantos relatos, tantas testemunhas, fotos, evidências e, principalmente, o testemunho de pessoas influentes, como o coronel e os militares envolvidos, fica difícil contestar. Definitivamente, não estamos a sós!

Renato disse...

Os outros integrantes da equipe do Coronel já foram procurados?

celly disse...

ACREDITO NESSE FATO RELEVANTE..

MAS COMO UMA LEITORA CONSTANTE DA BIBLIA ANDO ESTUDANDO SE SÓ SOMOS NÓS OS SERES HUMANOS QUE ESTAMOS SOZINHOS NA TERRA.

FIZ GRANDES DESCOBERTAS QUE ME TEM TIRADO O SONO.

REALMENTE SOMOS OBSERVADOS POR SERES QUE CONSPIRAM ENTRE NÓIS PARA POSSUIREM NOSSO PLANETA.


PARA SABER MAS ENTRE EM CONTATO.
E-mail:Celly-Albuquerque@hotmail.com